Região Escoteira do Amapá desenvolve atividades com temática do Maio Laranja

18 maio 2022

Parceria com o governo municipal e outros órgãos de apoio realiza ações de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Os Escoteiros do Brasil – Região Amapá vem desenvolvendo desde a última semana atividades com a temática do Maio Laranja, que busca a conscientização e o combate contra a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes. As atividades consistem em palestras informativas em escolas e praças públicas e está sendo realizada em parceria com a Prefeitura do município amapaense de Mazagão, além da pastoral da juventude, da Secretaria de Esporte e Lazer e do Conselho Tutelar.

Gleysse Mesquita, Diretora de Métodos Educativos da Região Escoteira do Amapá, conta que a campanha ocorre todos os anos também em comunidades vizinhas ao município de Mazagão e que desde o início das palestras informativas, os cerca de 24.000 habitantes da cidade vêm respondendo bem aos dados compartilhados pelo Conselho Tutelar. Antes das palestras, existiam apenas dois casos de abuso de menores denunciados, número que subiu para 12 em apenas uma semana.

Isso é resultado de um esforço conjunto dos Escoteiros do Brasil – Região Amapá e dos outros órgãos competentes que vêm usando as palestras informativas para conscientizar a população jovem e adulta da importância de se manifestar sobre os casos de exploração sofridos. A atitude de denunciar revelou que, na maioria dos casos, a criança ou adolescente é vítima de alguém da própria família, uma realidade que reflete a situação em todo o país.

O convite para que os Escoteiros do Brasil participassem da ação veio do próprio governo municipal que também manifestou interesse em levar Unidades Escoteiras para o município, utilizando e preenchendo os espaços públicos de Mazagão, tornando o Movimento Escoteiro uma importante ferramenta no trabalho com crianças em situação de vulnerabilidade. Isso porque, desde o início da parceria, houve um aumento considerável na procura por Grupos Escoteiros e Seções Autônomas em Mazagão e nas mais de 200 comunidades vizinhas, inclusive as ribeirinhas.

“A juventude do Amapá é uma juventude que tem pouco ou nenhuma oportunidade de lazer, então o Escotismo também vem oportunizar outras vivências para os jovens, além do foco no desenvolvimento físico e mental das crianças e adolescentes. Temos certeza que o Escotismo será uma ferramenta muito importante no trabalho com as crianças e adolescentes de Mazagão e das comunidades vizinhas, como já vem sendo em outras regiões do Amapá”, afirma Gleysse Mesquita.

18 de maio e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

No dia 18 de maio comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou muitos municípios do nosso país.

A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome da menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, sendo raptada, violada e assassinada. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

A proposta da campanha Faça Bonito que, há 21 anos coordena ações relacionadas ao dia 18 de maio, é de mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao seu desenvolvimento de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

O Movimento Escoteiro e a proteção infanto-juvenil

O art. 227 de nossa Constituição Federal estabelece ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Há mais de um século o Movimento Escoteiro em todo o mundo reforça sua responsabilidade social e comunitária, na garantia e proteção de direitos, principalmente garantindo às crianças, adolescentes e jovens um espaço seguro de desenvolvimento. Para isso o projeto A Salvo do Perigo (Safe From Harm) propõe a construção de diretrizes e orientações para que tenhamos amplo alinhamento e entendimento para a construção de espaços que priorizem a segurança integral do nosso público-alvo.

Em âmbito nacional, os Escoteiros do Brasil trazem importantes reflexões e orientações sobre os cuidados e proteção de crianças, adolescentes e jovens através da aplicação do seu Programa de Proteção Infanto-Juvenil, e vem caminhando em suas estratégias e diretrizes para seguir avançando e buscando protagonismo no que diz respeito ao desenvolvimento educativo saudável de jovens. 

Todos os voluntários que integram os Escoteiros do Brasil, bem como os jovens maiores de 18 anos de idade, têm como obrigatoriedade a realização do Curso de Proteção Infantojuvenil para efetivação de seu registro institucional. O espaço propõe orientações a partir de exemplos práticos sobre como garantir um espaço seguro e orienta posturas e condutas para atuação e participação no Movimento Escoteiro. Conheça mais no documento Iniciativas de Proteção Infantojuvenil nos Escoteiros do Brasil e não esqueça: preste atenção aos sinais e faça bonito, denunciando os abusos contra nossas crianças e adolescentes.

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